04-04-2013

Praia é bom, mas sol demais…

Nessa época, os casos de queimadura aumentam nos hospitais da cidade. O Hospital Municipal Pedro II atendeu só nesta semana cinco casos. “Um dos pacientes chegou a ter queimadura de 2º grau nas costas e nas pernas porque usou aqueles bronzeadores caseiros que são terríveis à saúde”, disse a médica Bianca Ohana, chefe do Centro de Tratamento de Queimados do Pedro II.

No caso de crianças e idosos, os cuidados devem ser ainda maiores. Além de não pegar o sol mais forte, entre 10h e 15h, devem usar bloqueador solar 50 e se hidratar de hora em hora.

Proteja-se das queimaduras:

  • Mesmo com filtro solar, é importante a pessoa se proteger usando chapéu, óculos escuros e barraca;
  • Usar protetor solar fator 30, pelo menos. Reaplicar a cada duas horas ou quando for à agua;
  • No rosto, onde a pele é mais sensível, deve ser usado um protetor específico. O mais indicado é o fator 50;
  • Evitar os bronzeadores caseiros, responsáveis pelas queimaduras solares mais graves;
  • É importante beber bastante líquido (água, água de coco, suco de fruta, mate) para hidratar a pele;
  • Evitar o sol entre 10h e 15h;
  • Em caso de queimadura, irrigar o local com água corrente ou soro fisiológico e procurar atendimento médico;
  • Nunca aplicar produtos como borra de café, manteiga, pasta de dente, pasta d’água, batata. Ao contrário da crença popular, só pioram a situação, pois grudam na queimadura e precisam ser removidos.

“É impressionante como as pessoas, apesar de tanta informação, ainda cometam esse crime contra a sua própria saúde”

Fonte: O Dia Online
Notícia publicada em: 4/1/2013 no site da Sociedade Brasileira de Dermatologia, fonte:
http://www.sbd.org.br/atualidade/Noticia.aspx?Cod_Noticia=1023&Ano=0

 

04-04-2013

Extrato do Cardo-de-leite pode proteger contra radiação UV

O silibinin, extrato do cardo-de-leite, uma espécie de cacto, pode proteger contra os raios UV que causam fotoenvelhecimento, sugere um estudo recente realizado pelo Centro de Câncer da Universidade do Colorado.

Um dos estudos foi feito com as células expostas à radiação UVA – um pré-tratamento com o cardo-de-leite causou uma liberação mais alta de espécies de oxigênio reativo nas células expostas à radiação, levando a maiores taxas de morte celular.

No segundo estudo, conduzido pelos mesmos autores, concluiu-se que o silibinin protege as células da pele da radiação UVB ao aumentar a produção de interleucina-12, que repara células danificadas.

“Quando você tem uma célula afetada pela radiação UV ou você quer repará-la ou matá-la, e assim evitar o câncer. Mostramos que o silibinin faz ambas as coisas”, afirmou o Ph.D. Rajesh Agarwal, um dos autores dos estudos.

Departamento de Comunicação
Notícia publicada em: 8/2/2013 no site da Sociedade Brasileira de Dermatologia, fonte:

http://www.sbd.org.br/atualidade/Noticia.aspx?Cod_Noticia=1046&Ano=0

 

 

04-04-2013

Psoríase terá novas opções de tratamento

Os novos tratamentos para combater os sintomas da psoríase estiveram no foco das atenções no encontro da Academia Americana de Dermatologia, no início desta semana, em Miami (EUA).

A doença inflamatória crônica afeta de 1% a 3% da população mundial. Estima-se que o Brasil tenha 3 milhões de pessoas com o problema.

A psoríase não é contagiosa, não tem causa conhecida e caracteriza-se por manchas vermelhas, espessas e descamativas que geralmente aparecem nos braços, nas pernas e no couro cabeludo.

Como não há cura, o objetivo dos tratamentos –cremes, fototerapia, imunossupressores, corticoides e drogas biológicas– é o controle dos sintomas.

As novas drogas apresentadas no evento em Miami poderão se converter em opções para os pacientes que não respondem aos tratamentos atuais ou sofrem com efeitos colaterais graves.

INFLAMAÇÃO

Um dos novos medicamentos é o Apremilast, uma droga oral que reduz a inflamação nas células da pele e das articulações.

No estudo de fase 3 (último antes da aprovação da droga), com 844 pacientes, 59% dos voluntários tiveram melhora de 50% dos sintomas após 16 semanas, de acordo com uma avaliação de severidade e extensão da doença.

Uma melhora de 75% dos sintomas foi observada em 33% do grupo que recebeu a droga, em comparação com 5% do grupo placebo. O remédio deve ser aprovado nos EUA até o fim deste ano, segundo a fabricante, o laboratório Celgene.

Os efeitos colaterais incluíram diarreia, náusea e infecção do trato respiratório.

De acordo com o dermatologista Davi de Lacerda, que participou do encontro nos EUA e não esteve envolvido no estudo, o remédio poderia ser uma opção para quem tem a doença na forma mais grave e não pode usar os remédios biológicos por seu alto custo, ou ainda para quem não obteve respostas com outros tratamentos, como a fototerapia.

“Mas é uma droga nova, sobre a qual precisamos de mais dados a longo prazo.”

Outros estudos de fase 2 mostraram bons resultados com drogas experimentais.

Uma delas é um anticorpo monoclonal, batizado por enquanto de MK-3222, fabricado pela MSD e voltado a pacientes que têm psoríase moderada e severa com formação de placas.

Os voluntários tratados com a dose mais alta do remédio, de 200 mg, tiveram taxas de respostas de até 74%.

Uma pesquisa em roedores mostrou ainda que injeções de toxina botulínica melhoraram a aparência das lesões.

Para a dermatologista Denise Steiner, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia, a ampliação do leque de tratamentos será benéfica pelo grande número de efeitos colaterais dos medicamentos disponíveis.

“Os imunossupressores, por exemplo, podem causar problemas de fígado, rim e hipertensão.”

Durante o congresso, foi lançado ainda um aplicativo para celular direcionado aos médicos, o ADD Psoriasis App, para ajudar a diagnosticar e tratar a doença.

O programa tem um “checklist”, recomendações de tratamento e acesso rápido a um guia sobre psoríase.

Fonte: Folha de S. Paulo

 

Notícia publicada em: 9/3/2013 no site da Sociedade Brasileira de Dermatologia, fonte:

http://www.sbd.org.br/atualidade/Noticia.aspx?Cod_Noticia=1051&Ano=0